A cooperação entre as secretarias da Administração (Seap) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) prevê o uso de tecnologias inovadoras para a digitalização e catalogação dos documentos, com destaque para ferramentas de inteligência artificial (IA)
Em uma iniciativa que une inovação tecnológica e preservação histórica, o Governo do Estado anunciou uma parceria para a digitalização dos acervos do Arquivo Público do Paraná. O acordo foi firmado nesta segunda-feira (30), em Curitiba, entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria da Administração e da Previdência (Seap). A cooperação prevê o uso de tecnologias inovadoras para a digitalização e catalogação dos documentos, com destaque para ferramentas de inteligência artificial (IA).
O projeto conta com a participação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) Conectando Memória e Inovação, vinculado à Fundação Araucária, que será responsável por fornecer equipamentos de escaneamento de alta resolução e apoio técnico especializado. Entre os eixos da cooperação estão a inserção dos acervos em uma plataforma digital, a produção de conteúdos culturais e científicos como catálogos, livro e documentário institucional, além da construção de espaços físicos e digitais de memória.
O secretário estadual da Administração e da Previdência, Luizão Goulart, destaca a importância de enaltecer o trabalho realizado no Arquivo Público há quase dois séculos:
“O Arquivo Público surgiu logo depois da emancipação do nosso Estado, e desde então vem sendo crucial no registro e manutenção de toda a história do Paraná. Iniciativas como essa, que facilitam a preservação e o acesso a registros históricos, são fundamentais para a preservação da nossa história e refletem o compromisso do Governo com o avanço e tecnologia”, disse Luizão.
Segundo o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a iniciativa representa um compromisso governamental com a valorização da memória do Estado. “Preservar o patrimônio documental do nosso Estado contribui para que a história paranaense permaneça viva, acessível e à disposição da pesquisa, da educação e da sociedade, unindo o conhecimento acadêmico à inovação tecnológica para fortalecer a transparência, a cidadania e o direito à informação”, afirmou.
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O trabalho será desenvolvido ao longo de dois anos, integrando atividades de ensino, pesquisa e extensão no âmbito das universidades que fazem parte do Napi Conectando Memória e Inovação. A inteligência artificial será aplicada para otimizar a descrição automática dos documentos e a indexação do acervo, sempre com a validação humana para assegurar a precisão histórica.
A parceria também reforça o compromisso governamental com a proteção de informações em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a transparência e a prevenção a práticas de assédio e corrupção, assegurando que todo o processo seja conduzido com os mais rigorosos padrões éticos e legais. A expectativa é que o acervo digitalizado se torne uma referência para pesquisadores, educadores e o público, ampliando o acesso à história e à memória paranaense.

Tecnologia e memória
O Napi Conectando Memória e Inovação tem como objetivo de contribuir para ampliar a visibilidade dos museus universitários e centros de documentação, a fim de fortalecer a divulgação científica. Além das sete universidades estaduais, o Napi conta com a participação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Os pesquisadores das instituições conciliam métodos arquivísticos e museológicos ao uso de IA para consolidar a memória histórica e científica do estado.


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